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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Psicopedagogia: 7 Dicas para montar sua Clínica

Hoje vamos trazer sete dicas de como montar sua clínica de forma fácil e rápida. Seja bem vindo(a) ao site nosso blog de materias psicopedagógicos. Eu sou  Jossandra Barbosa e tenho prazer em receber sua visita.
Montar seu próprio negócio pode ser um desafio empolgante. Um grande sucesso. Ou uma grande dor de Cabeça. Por isso fica aqui 7 dicas que podem fazer toda a diferença. Vamos lá!!!

⏩Dica 1
Escolha o tipo de Clínica que você quer abrir:
  • um espaço de atendimento só psicopedagógico
  • um espaço multidisciplinar com atendimento psicopedagógico mas com vários outros profissionais;
  • uma sala de consultório sublocado em uma clínica já existente
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⏩Dica 2
Planeje quanto vai investir
Investimento depende de suas condições financeira. Se você nunca foi empreendedor, nem montou nenhum negócio planeje primeiro para não ter aborrecimentos depois. 
Para que você tenha ideia real de quanto eu estou falando veja as seguintes simulações ( lembrando que estes valores são baseados em minha experiência, podem sofre alterações de região para região). 
§ 2500,00 - você monta um kit de atendimento a domicilio. 
§ 5000,00 a 10.000 você consegue sublocar uma sala de atendimento  e comprar todos os materiais necessários para começar.  
§20.000 você consegue abrir um espaço de atendimento de pequeno porte, contando com compra de materiais, pequenas reformas. 
§ até 50.000,00 você consegue abrir um espaço de atendimento de médio porte. Realizar reformas, investir um divulgação e compra materiais. 
§ Acima de de 100.000,00 você consegue abrir uma clinica completa para atendimento multidisciplinar. 

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⏩Dica 03
Pesquise Modelos
Já ouviu falar que tudo se copia. Mas isto não é ruim. Na verdade indicamos que você primeiro conheça outras clínicas, espaços, consultórios e profissionais para ter ideais de como vai criar o seu negócio.  
Para isto use as redes sociais, visite outros profissionais, converse através de chats e grupos.  

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⏩Dica 04
Faça uma lista dos materiais mais urgentes a serem usados nas sessões.
Um dos grandes perigos para investir em uma clínica psicopedagógica é fugir do orçamento estabelecido. Para que isso não aconteça você precisa ter foco do que realmente vai usar nos primeiros 4 meses.  Caso contrario você terá excesso de material que não será utilizado nos primeiros meses e terá urgência de material que você terminará comprando com cartão de crédito, fazendo dívidas ou até comprando bem mais caro ou ainda produtos errôneos.

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⏩Dica 05
 Pense bem antes de definir o local
O local é muito importante. Talvez ele possa ser a Cereja do bolo. Ou seja , aquilo que o cliente vai levar em consideração na hora de escolher o seu serviço.
Mas ele também pode ser sua maior dor de cabeça. Alugueis, segurança. acessibilidade, vários são os itens que precisam ser estudados antes de fechar  o contrato.

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⏩Dica 06
 Pare , pense e responda as seguintes perguntas:
  • realmente quero investir ?
  •  agora é o momento certo?
  • terei como manter funcionando?
  • quais serviços quero oferecer?
  • como vou divulgar o meu trabalho?
  • minha cidade tem cliente em potencial?
  • meu orçamento se encaixa no meu planejamento?
Sugiro ouvir o seguinte podcast https://www.youtube.com/watch?v=tWm7ADMfndk
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⏩Dica 07
Tenha certeza do que você quer
 Dúvida traz incertezas, conflitos, desânimo e prejuízos. Por isso é tão importante ter certeza. Não pode ser apenas um ideia legal, você tem que realmente sonhar, desejar , quer muito ter a sua clínica/espaço/consultório ou simplesmente atender como psicopedagogo. Pois ser um empresário e psicopedagogo exigirá de você vários conhecimentos não somente de psicopedagogia mas de gestão também. 

Espero ter te levado a algumas reflexões e que através destas dicas você tenha se sentindo instigado a ser um empreendedor na psicopedagogia. para lhe ajudar a ter mais conhecimento sobre este assunto te apresento a segunda edição do meu livro "Empreendedorismo na psicopedagogia: como montar e gerenciar sua clínica psicopedagógica". Este livro é dividido em  partes gerenciamento, marketing, a parte jurídica, os materiais nele você encontrar os detalhes de como montar seu negócio desde uma pequena sala a uma grande clínica. Com exemplos, relatos, fotos e muitas dicas.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como investir na carreira de professor universitário


Você já pensou em ser um professor universitário? 

Muita gente pensa que qualquer professor pode dar aula no ensino superior. O que não é verdade.
O professor que leciona para alunos nas faculdade é chamado de docente do ensino superior para isso ele deve ter formação na área que deseja lecionar mas também formação em um após graduação lato sensu chamada “ docência do ensino superior” com no mínimo 360 horas.

Neste curso o aluno vai discutir e aprender sobre o processo histórico e metodológico de como funciona o ensino superior no Brasil. As disciplinas são focadas nesta discussão mostrando a realidade brasileira e preparando este profissional para lidar com o público universitário que é bem diferenciado dos demais.

Desta forma se você deseja investir na carreira de professor universitário só tem dois caminhos:

  • Fazer uma pós graduação em docência do ensino superior e outra na sua área especifica de atuação 
  • ou fazer mestrado acadêmico e depois doutorado.


É importante ressaltar que para o MEC o curso de pós graduação em docência superior deve ter no mínimo 360 horas e não deve estar junto em nenhum outro curso de pós graduação.

Muitos alunos visando em diminuir o tempo e economizar dinheiro tomam a decisão de fazer cursos combos ( onde há duas habilitações no mesmo certificado) . Isto é uma decisão sua, mas antes de tomá-la pense que o barato pode ter um preço a pagar alto no futuro isto por que:


  1. ·        Os concursos públicos só aceitam habilitação por certificado de pós-graduação para pontuação já que os concursos usam um certificado de cada vez na pontuação;
  2. ·        Em seleção de mestrados também não serão levados em contas certificados com duas habilitações ou mais juntas.
  3. ·        Alguns conselhos profissionais  e sindicatos não aceitam o mesmo certificado com várias habilitações já que o mercado de trabalho acredita que o bom profissional é aquele que se especializa em uma determina área de cada vez e não em várias ao mesmo tempo.

Por isto o barato pode sair caro. Quando pensamos em uma carreira o tempo não é a prioridade mas sim a qualidade do  curso e da capacitação que está sendo realizada.

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Como a psicanálise pode ajudar sua carreira profissional.

Como a psicanálise pode ajudar em sua carreira profissional

Já parou pensar sobre como está a sua relação com as pessoas em seu ambiente de trabalho, com sua família ou com todas as pessoas que está ao seu redor?
Já percebeu que há pessoas que você não gosta e não sabe o porquê? Que você toma atitudes que depois parou para pensar e que você se envergonha ou sofre com suas atitudes mas não consegue ser diferente?
E quando você chega em casa depois de um dia de trabalho você desabafa e joga tudo em seus filhos e esposo(a) , companheiro(a)? e que depois se arrepende por saber que eles não merecem ser tratados com grosseira ?
Que suas atividades sexuais estão em conflitos com suas atuação profissional por você está constantemente reprimindo seus desejos?
E o como está sua relação com seus clientes? Seus problemas te influenciam e você sofre com o que não consegue resolver?

Tudo isso Freud Explica!

A psicanálise pode contribuir de uma forma que você jamais pensou. No vídeo abaixo estamos falando sobre os mecanismos de defesa. Como nosso Ego tentando no proteger de algum sofrimento gera outros problemas que se estamos preparados para lidar com este recurso psiquíco tudo fica mais fácil.




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A contribuição da psicanálise no trabalho do psicopedagogo.

A contribuição da psicanálise no trabalho do psicopedagogo.


O trabalho do psicopedagogo independente do lugar e tempo exige multidisciplinaridade de conhecimentos. A psicanálise é umas destas áreas imprescindíveis e que faz toda a diferença.

As teorias psicanalíticas de pulsões, libido, desenvolvimento psico-sexual, mecanismos de defesa, ato falho, estrutura psíquica , transferência, contratransferência, dentre outras desenvolvida por Freud e seus seguidores estão presente no dia-a-dia de todas as sociedades.

O psicopedagogo, como terapeuta da aprendizagem, trabalha, constantemente as relações vinculares entre seus aprendentes, seus familiares, professores e entre ele mesmo e seus clientes. Desta forma conhecer profundamente os aspectos psicanalíticos do inconcientes destes sujeitos pode fazer toda a diferença durante o diagnóstico e o tratamentos de pessoas que de alguma forma não conseguem aprender.

A não aprendizagem exige do terapeuta a investigação da causa, esta pode estar escondida em reclaques e outros mecanismos de defesa que impedem o sujeito a negar suas próprias habilidades. Sua relação materna ou paterna podem surgir ao longo de sua vidas sintomas patológicos que podem ser confundidos com transtornos de aprendizagem e levados a hipóteses diagnósticas confusas e até mesmo errada.

Como instrumento de trabalho o psicopedagogo utiliza ferramentas como testes projetivos, caixa de areia, caixa lúdica , fantoches, família terapêutica ,desenho, teatro e outros que possuem função projetiva da qual é psicanalítica e exige do profissional técnica e conhecimento psicanalítico.

Desta forma unir a prática psicopedagógica aos conhecimentos psicanalíticos é uma estratégia de sucesso para a carreira dos profissionais da psicopedagogia, principalmente aqueles cuja sua formação de graduação são de outras áreas que nãos seja a psicologia.

CLIQUE NO VÍDEO ABAIXO E ASSISTA GRATUITAMENTE A AULA DE INTRODUÇÃO A PSICANÁLISE

VÍDEO AULA- TRANSFERÊNCIA E CONTRATRANSFERÊNCIA PSICANÁLITICA NA PSICOPEDAGOGIA






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domingo, 14 de agosto de 2016

Como usar as redes sociais para divulgar o meu trabalho?


Como usar as redes sociais para divulgar o meu trabalho?


Indiscutivelmente as redes sociais são hoje o melhor instrumentos de divulgação do seu trabalho devido a três fatores: rapidez, baixo custo e praticidade.
Mas os resultados só serão satisfatórios se você a utilizar da forma correta.Sou um grande exemplo disto, nosso trabalho hoje é prestigiado em outros países e em todos os Estados do nosso país em um velocidade e proporção que há cinco anos atrás jamais imaginei. 
Criei uma conta no facebook em 2012 (depois de quatro anos de sua existência eu ainda continua no orkut)  para me aproximar de um dos professores da escola que eu trabalha, como eu deseja envolvê-lo nos meus projetos do sexto ano, certo dia fui procurá-lo no laboratório de informática e lá estava ele, como todos os outros dias, neste dia descobri uma forma de interagir com ele pois ele nunca estava na sala dos professores. Daí nasceu no facebook o clubedehistoria que somente dois anos depois mudou para Jossandra Barbosa. quando eu realmente estava preparada para a ter FOCO na minha carreira. Hoje tenho dois perfil Jossandra Barbosa I e II, são cinco fan page e muitos resultados positivos. Foram novas amizades, contratos de trabalhos, eventos fechados, uma rede network amplificada e sucesso em minha jornada psicopedagógica.
Foco na carreira!
Reuni aqui algumas dicas para  divulgar o seu trabalho usando redes sociais. Resultado de minhas pesquisas para o Livro Empreendedorismo na psicopedagogia tenho mostrado que a psicopedagogia é uma carreira que exige investimento , criatividade, e foco para se obter resultados.


Utilizar o mesmo perfil de forma pessoal e profissional. Nem sempre isto dar certo. Realizar uma network (que significa rede profissional de contatos ) exige que você siga os seguintes  passos:

  • Adicione pessoas que poderão ser futuros usuários de seus serviços, ou estes poderão indicar seus produtos ou serviços para amigos e parentes.
  • Se seu trabalho é local dentro de um perímetro definido procure adicionar pessoas, empresas do perímetro específico;

  • Coloque o máximo de informações sobre sua atuação profissional e a torne pública;

  • Procure não dar opiniões sobre assuntos que não seja seu foco de trabalho;

  • Atualize no mínimo duas vezes por semana nos horários de pico das redes sociais que são entre 12:00 as 14:00 ( pesquisas realizadas mostram que o facebook e o Instagram são mais acessados no intervalo do almoço do que nos período da noite;

  • Utilize textos curtos as pessoas não gastam tempo lendo informações longas nas redes sociais. Para escrever textos longos crie blogs ou sites.

  • Não publique fotos que de alguma forma possam transmitir uma imagem  pessoal desfavorável ( usando roupas curtas, fumando, bebendo, fazendo gestos obcenos etc);

  • Só compartilhe o que realmente for importante. Existem pessoas que compartilham até dez postagens de outros por dia. Perfil assim não causa credibilidade e parecem fake (falsos). Seja criativo crie suas próprias postagens;

  • Sua capa e foto de perfil devem ser profissionais. As pessoas olham que capa e foto você usa antes de lhe adicionar. Se você é psicopedagogo e usa no perfil uma foto de filme, de um político, de uma frase religiosa não transmitirá profissionalismo. Use sua capa para dizer quem você, como lhe encontra e o principal QUE TRABALHO/SERVIÇO/PRODUTO você oferece;
  • No likedin adicione profissionais que podem aumentar seu potencial profissional. Isto significa que mesmo que você não conheça aquele profissional, mas você estará acompanhando , lendo suas dicas e vendo seu trabalho poderá ser uma inspiração ao seu.
  • Procure seguir pessoas que se destacam em sua área profissional porque as pessoas levam em conta que sua network é feita de bons relacionamentos isto demonstra que você está antenada na sua carreira e está colando em quem faz sucesso. 

  • Entre no máximo de grupos possíveis e leves em consideração dois aspectos: público e perímetro que você quer atingir. Desta forma publique seus serviços nos grupos.

  •  faça postagens paga nas redes sociais com 30,00 semanais suas postagens podem chegar a 30.000 pessoas. Basta ter um cartão de crédito. O facebook tem uma ferramenta que controla seus gastos mensais (porque pode virar vício é tão barato porque você pode gastar de 5,00 a milhares de reais se não tiver cuidado).
Use sem moderação mas da forma correta

Sobre isto você deve saber de duas coisas: o facebook não desconta cada vez que você publica um anuncio, mas sim por mês. Se você escolhe que seu limite é 250,00 mensais, então ele acumula e só vai descontar no seu cartão quando atingir este limite, se no mês você não atingir ele desconta só o que usar. A segunda é que você define idade, sexo, locais e até perfil profissional ou de interesse de pessoas. Assim se você é tem uma clinica que atende autistas pode definir que quer um público de mulheres (que vamos entender que são mães ou avós) de 30 a 60 anos nos 1000 metros em torno de sua localização atual. O facebook vai rastrear e te dar o limite máximo de pessoas que ele encontra. Se ele encontra 15.000 mulheres com este perfil elas irão ver sua postagem várias vezes por dia e provavelmente centenas são mães, tias, avós ou conhecem uma pessoa com autismo e poderão indicar seus serviços. Para ler mais dicas de como aumentar seus lucros usando as redes sociais compartilhe esta postagem com um amigo e deixe seu comentário. Você será notificado da próxima postagem sobre este assunto.

Ultimo e nem menos importante...
  • Aprender com quem faz BEM não é errado, errado é ficar com INVEJA e não fazer nada para se espelhar e agir como quem já é sucesso.



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sábado, 23 de agosto de 2014

Conheça a Psicopedagogia Clínica Escolar


                                        
Por Jossandra Barbosa


Depois de conversar com inúmeros profissionais através de e-mail, whatzapp e bate papo nas redes sociais locais percebi um grande erro de interpretação no que comumente chamamos de Psicopedagogia clínica e no relato dos profissionais e suas atuações nas escolas. Dai surgiu-me o interesse em realizar uma pesquisa sobre o tema.
Li cerca de dez livros, artigos, blogs e monografias referente ao que é a Psicopedagogia e encontrei incoerências que mostram erros de interpretação no conceito de psicopedagogia clínica começando na formação dos profissionais nas faculdades e terminam nos livros,  maioria dos textos publicados sobre o assunto. Desta forma os profissionais sentem-se desorientados sem saber na prática como e onde atuar.
Ao fazer o curso de psicopedagogia há duas disciplinas separadas uma de institucional (geralmente primeiro o que é um erro) e a de clinica depois. Nestas disciplinas aprendente que as duas são psicopedagogias com campos de atuação separadas e distintas, onde a Clinica é realizada em consultórios fechados e não pode ser aplicada na Psicopedagogia Institucional.
Ao passar estes conceitos geralmente os professores usam textos resumidos , com conceitos bem simplificados e sem nenhuma discussão do que podemos entender de clínico e o porque se deu esta diferenciação no Brasil causando uma gritante disparidade entre as disciplinas do curso, a teoria e os estágios e a pratica profissional.
Existem ainda uma separação nas faculdades do curso de psicopedagogia que deveria ser um curso só, passou-se a oferecer dois cursos separados: um de psicopedagogia clínica e outro institucional.
Os cursos de psicopedagogia institucional orientam seus alunos a trabalharem apenas a assessoria psicopedagógica, entretanto durante os estágios os alunos são obrigados a aplicar testes com alunos, fazer devolutivas  com os pais, a escreverem relatórios e a terem conhecimento da parte clínica, já que testes, devolutivas, informes, avaliação e intervenção são considerados instrumentos de trabalho do psicopedagogo clínico. Encontramos aí o primeiro erro. Se os alunos são orientados a fazerem apenas assessoria, como os estágios são clínicos dentro das escolas?
Na verdade os estágios clínicos dentro das escolas não estão errados. O que está errado é interpretação que os cursos e professores estão fazendo do que chamamos de Clínico e a separação da psicopedagogia institucional da clínica como se elas não pudessem andar juntas ou que tenha algo que proíba isto.
Para você é estranho pensar em psicopedagogia clínica dentro da escola?  Parece meio absurdo e incoerente? Mas não é. Investiguei nos livros de Alicia Fernandes, Jorge Visca e Sara Pain e descobri que estes autores falam em clínica porque na Argentina na década de 70, a psicopedagogia vem da área médica e não escolar com exceção da Sara Pain, que tem seu trabalho bem voltado para a realidade escolar. Mas estes autores mostram que os instrumentos de avaliação psicopedagógica podem ser usados nos mais diferentes locais, tudo depende do objetivo e do sujeito, seja ele grupo ou individual. Os trabalhos posteriores em sua grande maioria eram de psicopedagogos ligados a psicologia e que já atuavam em seus consultórios particulares, ou em hospitais públicos.Desta forma percebemos em seus relatos que eles falam de suas experiências naquele ambiente fechado, mas que não excluem as opções de atendimento do clínico em outros ambientes.
Na construção psicopedagógica no Brasil crostrui-se a partir das experiências e orientações dos psicopedagogos argentinos que possuem uma formação com duração em média de 4 a 5 anos, onde são preparados para atuarem no campo educacional e da saúde, muito diferente da formação brasileira que se dá , em sua maioria, nos cursos de pós graduações que vão de cursos com 360 horas a 600 horas, seja presencial com encontros quinzenais ou a distância com ou sem estágios. Em comparação com a formação Argentina a formação dos psicopedagogos brasileira perde no tempo em salas de aulas, em contato em discussões, conhecimento e produções científico. Existem cursos de 360 horas que forma o psicopedagogo clínico que muitas vezes não teve nenhuma formação anterior na área educacional e será lançado no mercado de trabalho para trabalhar com todos os tipos de dificuldades e transtornos de aprendizagem
Classifico a psicopedagogia em quatro tipos diferentes e que não podem ser separadas e que devem ser estudadas juntas em um único curso e aplicados a cada realidade social que o aluno está inserido são elas: A Psicopedagogia Institucional Escolar, Psicopedagogia Institucional Empresarial, Psicopedagogia Institucional Hospitalar e Psicopedagogia Institucional Assistencial e a Psicopedagogia Clinica que vai conter conhecimentos e informações necessárias a serem aplicadas em todos os tipos de instituições.Daremos ênfase neste estudo somente sobre a Psicopedagogia Institucional Escolar.
Nos conceitos publicados em livros sobre psicopedagogia, também dizem que a psicopedagogia clínica atua de forma curativa e a institucional preventiva. Entretanto nenhuma fonte estudada diz que não pode ter processo curativo na psicopedagogia institucional escolar ou nas outras instituições( Como é o caso do psicopedagogo assistencial que trabalha com crianças em orfanatos, espaços multidisciplinares, salas de recursos, etc) . Elas só afirmam que é importante o trabalho preventivo e que o foco do trabalho do psicopedagogo não seja o PROBLEMA DE APRENDIZAGEM do aluno, mas em todos os aspectos que o "problema" está relacionado.
Ao entrevistar profissionais da psicopedagogia de vários municípios encontramos vários profissionais da psicopedagogia inseridos em escolas seja por concurso público ou pela iniciativa privada realizando a investigação das queixas dos professores, avaliação e intervenção com os alunos que apresentam dificuldades, orientando os pais destes alunos ou alunos com necessidades educativas especiais, trabalhando com orientação metodológica para os professores, auxiliando projetos extracurriculares, fazendo assessoria com o planejamento escolar inclusivo, palestras e oficinas aos professores.
O que encontramos na pesquisa que entra em confronto com a teoria da formação é o trabalho de avaliação e intervenção junto com os alunos com dificuldades de aprendizagem, já que muitos afirma que a escola não é um ambiente adequado para realizar estas atividades, que devem ser restritas ao espaço fechado dos “consultórios particulares”.
                                   
Se entendermos que o termo clínico, que vem da medicina, significa “ tratamento de doenças” ,e diz respeito a saúde e não a educação, entenderemos que o consultório clínico é um espaço de pessoas doentes. E as pessoas que ali procuram o serviço da psicopedagogia seriam para se curar de uma patologia.
Entretanto as dificuldades e transtornos de aprendizagem ( que são o foco de trabalho do psicopedaogogo) não são considerados pela Organização Mundial de Saúde como doenças. Então concluímos que o “consultório” psicopedagógico não é um lugar de doentes.
 A psicopedagogia abrange a área da saúde e da educação ao mesmo tempo e nunca separadas, como afirma PORTO (2011) “A psicopedagogia é uma área de atuação que integra a saúde e a educação e lida com o conhecimento, sua ampliação, sua aquisição, suas distorções, suas diferenças e seu desenvolvimento de múltiplos processos”, entendemos a parte clinica da psicopedagogia como “tratamento físico, mental e cognitivo” dos problemas de aprendizagem desta forma ela pode acontecer em vários ambientes e não somente nos espaços conhecidos consultórios, que eu prefiro chamar de espaços psicopedagógico.
Outro conceito errado é o que chamamos de consultórios, damos um sentido restrito de um lugar privado de uma clínica médica, veja o que Jorge Visca diz a este respeito: " (...) consultório, significa um âmbito distinto dos quais estamos acostumados: é um lugar qualquer, a rua para quem tem dificuldade para locomover-se na cidade, cada caso em particular." (VISCA, 2010) e continua " em outros termos o consultório é um prologamento do psicopedagogo".
Desta forma o psicopedagogo pode ter um "consultório" em qualquer ambiente institucional basta que ele siga as seguintes orientações "comodidade,segurança, materiais adequados e não-modificação de seus elementos estruturais" ou deve ser um “lugar para receber o sujeito e lhe dar segurança de sua privacidade”. (VISCA, 2010).
Jorge Visca, nos fala em sua teoria da Epistemologia Convergente que o psicopedagogo deve ter atitude clínica em todo e qualquer ambiente de sua atuação e que o método clínico defendido por ele ( onde ele convergiu a psicanálise, a psicologia social e a epistemologia genética) poderia ser usada tanto para atenção a indivíduos de forma individual ou grupal, ou seja os instrumentos trazidos por ele como a EOCA, são instrumentos que não são de uso restrito dos “consultórios particulares” podem sem aplicados nas escolas, nas instituições de recuperação de pequenos infratores, casas assistenciais, com adolescentes, jovens e adultos, desde que voltados para os objetivos psicopedagógico de investigação das inquietudes educacionais.
Toda esta interpretação errada do conceito de psicopedagogia clínica, a restringindo num ambiente fechado e privado (geralmente particular, caro e inacessível ) resultou em uma alarmante diferença entre a teoria da formação e a prática quando o profissional é inserido no mercado de trabalho.
         Os psicopedagogos que atuam na área escolar buscam diagnosticar os problemas que afligem os alunos com históricos de fracasso escolar ( não entendemos aqui apenas a reprovação escolar mas sim a não aprendizagem significativa na idade certa e na séries correspondentes causando as disparidades em algumas salas principalmente em relação a leitura e a escrita que é o grande problema da maioria das escolas). Avaliação esta que tem como objetivo não classificar ou diagnósticos distúrbios e síndromes, mas sim obter uma visão geral do que está acontecendo entre a instituição e o aprendente, procurando entender suas reais competências e necessidades. Dai organizar um projeto de intervenção que vise buscar alternativas entre o professor e estes aluno específicos para que juntos possam conseguir superar tais dificuldades, como também isoladamente mostrar aos alunos como eles podem atingir os níveis de aprendizagem esperado pela escola. Entretanto muitos destes profissionais dizem se sentirem inseguros para realizarem as exigências do mercado de trabalho.
Dentro do que então chamamos de atuação psicopedagógica clinica escolar, entendemos que é uma atuação onde o profissional atua com conhecimentos de avaliação e instrumentos de intervenção psicopedagógica e os utiliza adaptando para a realidade de cada contexto escolar .Podemos  citar a experiência do projeto APE- Atendimento psicopedagógico escolar, que acontecia dentro das escolas municipais de Teresina/Pi onde o psicopedagogo trabalhava diretamente com intervenções clinicas (usando o lúdico) nas diferentes dificuldades de seus alunos e em contato com seus os professores. Projeto, este que foi interrompido na troca de gestão municipal.
Temos, também,  profissionais da rede particular que realizam a parte preventiva e terapêutica com ações frente às necessidades escolares como um todo, mas também individualmente trabalham com as crianças que apresentam dificuldades durante o ano letivo. Ainda temos profissionais que trabalham de forma autônoma oferecendo seus serviços para as escolas e estes atuam duas ou três vezes na semana levando assessoramento e atendimento clínico as escolas.
Muitos municípios estão criando Centro de Referencia para apoio psicopedagógico onde o psicopedagogo atuará de forma clínica. Muitos então defendem que somente esta é a forma correta para a interferência nos processos de dificuldade do aluno por ele estar fora do ambiente escolar. Entretanto discordo de tais afirmações. Vejo, sim, a necessidade da criação deste ambientes que são muito mais “ambientes assistenciais “ do que ambientes psicopedagógicos clínicos” em contra partida se a critica ao trabalho de intervenção do psicopedagogo escolar é contaminação com os problemas da escola, nossa critica a estes centros é a total desvinculação do profissional com a escola. Sabemos que tratar o problema da dificuldade do aluno focando somente este é algo impossível e sem consistência, aliado a isto está a dificuldade dos pais de levarem os filhos a uma outra instituição, pois este alegam trabalho e outros afazeres além da dificuldade de mobilização com transporte e alimentação.
 Elencando ainda problemas destes centros são a quantidade de crianças assistidas, pois até o momento é apenas UM centro para atender todas as escolas o que dificulta o trabalho do profissional psicopedagogo que atende variada clientela de idade, de bairros e as vezes até cidades vizinhas e o número de crianças levando a um atendimento exorbitante de crianças para um profissional e lhe impossibilitando de ter contato com todas as escolas e professores de cada criança.
Tudo isto resulta num número limitado de crianças atendida frente à necessidade do município e na continuidade do processo de fracasso escolar por aqueles que nem chegaram a ter a oportunidade de irem para o centro de referencia. Isto porque a criação do centro de referencia em dificuldade de aprendizagem para apoio interdisciplinar também uma manobra política de não contratar estes profissionais como corpo efetivo da escola.Na teoria, é um projeto muito interessante, mas na prática ainda há muito o que se discutir e criar alternativas para que o trabalho de intervenção psicopedagógica seja alcançado com sucesso. 
Concluímos esta reflexão defendendo a necessidade de discutir os conceitos de psicopedagogia clinica e institucional, assim como o fim da divisão dos curso de psicopedagogia em duas partes.
Acreditamos que há que deve haver uma reorganização dos cursos, assim como fiscalização destes para que assim não ocorra incoerência entre a formação e a realidade do mercado de trabalho. Já que o psicopedagogo é um profissional que sai das faculdades e vai atuar em escolas e outros ambientes educacionais em sua maioria, e precisa conhecer os instrumentos de avaliação de diagnóstico clinico das dificuldades e transtornos de aprendizagem, saber fazer um informe psicopedagógico, devolutivas e encaminhamentos
Finalizo falando brevemente da psicopedagogia Assistencial que cresce no Brasil com a contratação de psicopedagogos, principalmente,  através de concursos públicos para instituições de assistência a crianças, jovens e adultos, tais como só CRAS, NAICAS, APAES, AMAS, abrigo de menores infratores, penitenciárias, instituições de recuperação de usuários de drogas e instituições de casa de repouso para idosos. São instituições que são informalmente escolares com outros objetivos e equipes multidisciplinares. Espaços alternativos onde o psicopedagogo trabalha com terapia de grupos ou de formas individualizadas tanto com forma de prevenção como de intervenção aos problemas educacionais nos aprendentes ali assistidos por estas instituições.
Sendo que a maioria dos psicopedaogos que assumiram posto nestas instituições possuem formação institucional e não tiveram conhecimentos do processo de diagn´soticos e em intervenção das  dificuldades escolares assim como não trabalham disciplinas sobre as diferentes síndromes, transtornos e outros.
Não adianta teorizar e dizer que o psicopedagogo deve trabalhar as relações vinculares nestas instituições, se ele necessita de formação que os dê suporte pra entender os transtornos e dificuldades de aprendizagem em todas as etapas da vida humana, e  de conhecer as técnicas e instrumentos de diagnóstico psicopedagógicos para serem usados nos diversos espaços de atuação com finalidades específicas, o mesmo acontece com as técnicas de intervenção, o uso de jogos, do lúdico, de estratégias de grupos não são de prioridade dos espaços considerados “clínicos tradicionais” mas devem ser repensados e adaptados para os novos espaços terapêuticos que o psicopedagogo está atuando.

Em suma:
Atendimento psicopedagógico clinico escolar é o trabalho preventivo e terapêutico do psicopedagogo dentro das instituições escolares onde há exigência de uma formação que abrange tantos os conhecimentos de teoria vinculares, de relacionamentos sociais , teoria da aprendizagem , desenvolvimento cognitivo, afetividade, mas também conhecimento técnico de avaliação e intervenção psicopedagógica clinica dos diferentes problemas de aprendizagem, que comumente nos referimos na psicopedagogia como dificuldades e transtornos de aprendizagem, assim como conhecimento do processo de intervenção direta com os alunos com Transtornos e dificuldades de aprendizagem ( e não com crianças  especiais ou síndromes).

Este atendimento podem ser feitos em salas destinadas somente a atuação psicopedagógica, com materiais lúdicos,  projetos de apoio psicopedagógico e de assessoramento que vise a instituição como um todo , um trabalho em conjunto com a gestão , coordenação e família. Mas que também ofereça oportunidades mais praticas, mais executáveis e possíveis de que todos possam participar. Desta forma entendemos que as oportunidades profissionais estarão mais abertas e que o com uma formação mais consistentes nos cursos de psicopedagogia ( que deveriam deixar de serem específicos mas obrigatórios a formação completa em clinica e institucional e que na atuação profissional cada escolha a área que deseja mas com conhecimento abrangente das duas áreas).

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BOSSA, Nadia. A psicopedagogia no Brasil. Editora Arte Médica. São Paulo, 2000.
BEAUCLAIR, João. Para entender psicopedagogia: Perspectiva  atuais e desafios futuros. 3ª edição. Wak editora. Rio de Janeiro, 2009.
CARVALHO, Evodite goncalves (org). Psicopedagogia Institucional e sua atuação no mercado de trabalho.FE/UNICAMP. São Paulo, 2008.
CORDEIRO, Lenalva Oliveira. Teória e Pratica da psicopedagogia clínica. Wak Editora. Rio de Janeiro, 2013.
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VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica:Epistemologia convergente. 2ª edição. Pulso Editorial. São Paulo, 2010.

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